segunda-feira, 18 de julho de 2011

Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas - agosto de 2011

Promovido pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e a ONU Mulheres – entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas acontecerá no mês de agosto em 8 capitais do país.

Com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), o curso tem como objetivo preparar jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de Jornalismo para a cobertura de pautas relacionadas a gênero, raça e etnia.
Data
Localidade
Contato
8 e 9/8/11Amazonas – Manaussindicato@jornalistasam.com.br
10 e 11/8/11Pará – Belémsinjor@jornalistasdopara.com.br
15 e 16/8/11Ceará – Fortalezasindjorce@sindjorce.org.br
17 e 18/8/11Pernambuco - Recifejornalistas-pe@ig.com.br
22 e 23/8/11Alagoas - Maceiósindjornal@uol.com.br
24 e 25/8/11Rio de Janeiro – Rio de Janeirosindicato-rio@jornalistas.org.br
29 e 30/8/11São Paulo – São Paulojornalista@sjsp.org.br
31/8 e 1/9/11Rio Grande do Sul - Porto Alegresindjors@jornalistasrs.org
Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas
Inscrições: 20/7 a 3/8/2011.
Investimento: gratuito, com certificado de 8h/aula emitido pela FENAJ e ONU Mulheres.
Período do curso: 8/8 a 1/9/2011.
Locais: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
Mais informações: Contate o Sindicato dos Jornalistas da região.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Número de mulheres presas no país quase dobrou em 10 anos

(Jornal do Brasil/UOL) O percentual de mulheres encarceradas no país quase dobrou, em relação a 2000. Hoje elas são mais de 34 mil (7,4%), num universo de cerca de 500 mil detentos, enquanto que a porcentagem de homens presos caiu de 95,7% para 92,6%.
Os dados foram apresentados por Geder Luiz Rocha Gomes, promotor de Justiça da Bahia e presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça, no Encontro Nacional sobre o Encarceramento Feminino, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça.
O tráfico de drogas – que cada vez recruta mais mulheres –  é o maior responsável por esse aumento, segundo o promotor, que também divulgou números para mostrar que, nos últimos anos, a maior parte dos investimentos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) foi destinada a projetos de reforma e ampliação de vagas em unidades prisionais no país, em detrimento da aplicação de políticas voltadas à reinserção social dos detentos, sejam homens ou mulheres.

Entre 1994 e 2007 os investimentos do Funpen foram de R$ 1,40 bilhão, dos quais R$ 1,37 bilhão para obras de infraestrutura. Assim, o Brasil “e o campeão mundial” em ampliação de vagas em unidades prisionais.
 
O Globo) O Sistema Único de Saúde (SUS) tem quase o dobro do número de mamógrafos necessário para detecção precoce de tumores na mama. Mas só consegue atender 12% das mulheres entre 40 e 70 anos, faixa de idade na qual a mamografia é recomendada. 

A situação é resultado da concentração dos aparelhos em algumas áreas do país, em detrimento de outras, além da baixa produtividade e da inoperância de boa parte do aparato disponível. O câncer de mama é um tipo de neoplasia que mais mata entre as mulheres.

O Sudeste, região mais rica e populosa, tem hoje mais aparelhos (669) que Norte, Nordeste e Centro-Oeste juntos (558). Estados como Minas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina chegam a ter o dobro ou o triplo de aparelhos por cem mil habitantes que Rondônia, Maranhão, Ceará, Paraíba, Pará, Acre, Amapá e Roraima. Nos três últimos, apesar do extenso território, todos os mamógrafos ficam na capital. Maior estado do país, com imensas dificuldades de deslocamento, o Amazonas tem 83% da estrutura de diagnóstico concentrados em Manaus.

Para cumprir o critério de um mamógrafo para cada grupo de 240 mil habitantes (homens e mulheres), definido em portaria do próprio Ministério da Sáude com base em parâmetro do Instituto Nacional do Câncer (Inca), seriam necessários 795 equipamentos na saúde pública. 

Uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) identificou 1.514 na rede, dos quais 5% estão parados, com defeito ou guardados na caixa. Os demais não produzem a quantidade de exames que poderiam. Conforme a auditoria, quase um quinto fica ociosa no período da tarde. A atividade é prejudicada pela falta de manutenção, profissionais para operar as máquinas e insumos básicos, além de problemas na infraestrutura do local do exame.

O SUS examinou, no ano passado, 3,4 milhões de mulheres. No país, são 28,5 milhões com idades entre 40 e 70 anos. As deficiências na estrutura para diagnosticar o câncer de mama se somam à desinformação. E contribuem para a piora da situação no país. Tanto a incidência da doença quanto a mortalidade vêm crescendo no país, que registra 49 mil novos casos por ano. Segundo o Inca, entre 1998 e 2008, as mortes saltaram de 8.050 para 11.945. 
Leia também:   
22/06/2011 - Mamógrafos no SUS são suficientes, mas estão mal distribuídos  
Rio tem maior mortalidade por câncer de mama, e detecção precoce é falha
 Em Pernambuco, 17% dos aparelhos de mamografia estão quebrados
No Amazonas, 95% das cidades não têm mamógrafoAssista ao vídeo: Médico fala sobre consequências do mamógrafo quebrado Veja a notícia completa: Brasil tem mamógrafos de sobra, mas só 12% das mulheres conseguem fazer exame para diagnosticar câncer de mama (O Globo - 03/07/2011) 

"O Jornal Nacional vai investigar uma dívida do nosso país com as mulheres. Porque ao mesmo tempo em que as autoridades da saúde recomendam a proteção contra o câncer de mama com exames preventivos, o Brasil deixa milhões de cidadãs sem condições de se proteger. Os motivos e as consequências desse problema estão na primeira reportagem da série de Lília Teles." Assista ao vídeo da 1ª reportagem no Jornal Nacional ou leia em pdf: Milhões de cidadãs brasileiras não têm acesso à mamografia (Jornal Nacional - 04/07/2011)   

Aids na terceira idade

(Folha de S.Paulo) O número de infecções pelo HIV entre pessoas acima de 60 anos mais que dobrou de 1998 a 2008, segundo dados de 2010 do Ministério da Saúde. A via predominante de transmissão é por relação sexual heterossexual, em ambos os sexos.

Embora o número absoluto de casos ainda seja pequeno, o ritmo de crescimento é proporcionalmente maior que em outras faixas etárias e "preocupante", de acordo com Eduardo Barbosa, diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Para as mulheres, por exemplo, o preservativo sempre esteve associado a um método contraceptivo e, por não estarem mais em idade reprodutiva, não veem por que usá-lo. Os idosos, em geral, têm a ideia de que a Aids é uma doença de jovens e que estão à margem do risco, segundo o infectologista do hospital Emílio Ribas Jean Gorinchteyn, autor do livro "Sexo e Aids depois dos 50".

NÚMEROS DA AIDS
NA TERCEIRA IDADE


628
casos de Aids entre pessoas com 60 anos ou mais em 1998


1441
casos da doença nessa faixa etária em 2008

Isso significa um aumento de 129%. Para comparação, os casos entre pessoas entre 35 e 39 anos aumentou 16% no mesmo período

O PROBLEMA EM NÚMEROS

Taxa de incidência de casos de Aids por 100 mil habitantes em 2008
20 a 24 anos - 15
25 a 29 - 31,6
30 a 34 - 42,8
35 a 39 - 46,1
40 a 49 - 39,3
50 a 59 - 24,8
60 e mais - 7,7

Fonte: Boletim Epidemiológico DTS/Aids 2010 do Ministério da Saúde
Leia também:
Depoimento Maria, 65: "Peguei o vírus em 1988 após uma transfusão de sangue" Depoimento Rosa, 77: "Digo para terem cuidado com o vírus, mas não conto que tenho"

Acesse na íntegra: Aids na terceira idade (Folha de S.Paulo - 03/07/2011) 

Denúncias de violência doméstica crescem em toda a capital paulista

O Estado de S. Paulo) Com base nas estatísticas de 11 fóruns regionais, uma pesquisa inédita mapeou pela primeira vez os índices de violência doméstica contra a mulher em São Paulo. O mapeamento revela a explosão de registros com o avanço de serviços especializados.

Um exemplo é o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, primeira vara especializada criada há dois anos, no Fórum da Barra Funda. Quando o serviço iniciou, eram 49 casos. A vara fechou 2010 com 2.522 inquéritos e processos em andamento.

O Fórum da Barra Funda aparece no mapa da violência como o campeão em volume de processos e inquéritos, seguido pelo Fórum de Santo Amaro, com 1.595, e Itaquera, 1.385. De acordo com a juíza assessora da presidência da Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo Maria Domitila Domingos, que encomendou a pesquis, a violência doméstica está presente em todas as áreas da cidade - e não só às regiões mais carentes.
"O estudo reforça a necessidade de um trabalho mais especializado", afirma Maria Domitila. Desde que a Lei Maria da Penha foi aprovada, em 2006, a Justiça ganhou instrumentos legais para combater esse tipo de crime. Muitos casos, no entanto, não chegam ao tribunal. Bem antes disso, ainda na delegacia, caem na vala comum dos crimes, e não raro são encarados como uma "briguinha de marido e mulher".

A falta de apoio especializado faz com que muitas mulheres desistem da denúncia principalmente por dependência econômica e por medo do companheiro.
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Leia na íntegra: 
Denúncias de violência doméstica já crescem em toda a capital paulista (O Estado de S. Paulo - 04/07/2011) 
''Registrei três BOs. Antes de ser esfaqueada

52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violência contra as mulheres

Pesquisa sobre violência doméstica, realizada pelo Instituto Avon e pela Ipsos, revela que 52% dos homens e mulheres acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violência contra as mulheres.Veja mais dados e gráficos: Pesquisa Instituto Avon/Ipsos Percepções sobre a Violência Doméstica Contra a Mulher no Brasil 2011 Medo de ser morta paralisa a vítima

A pesquisa "Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil", realizada em 70 municípios brasileiros, com 1.800 homens e mulheres, aponta que o medo de ser morta é outro dos principais motivos que leva a vítima a não romper com o agressor. Na região Centro-Oeste, esse motivo foi apontado por 21% das entrevistadas. No Sudeste, por 15%; no Sul, por 16%. O Nordeste tem o menor índice: 13%.
"É uma vergonha as mulheres não saírem de casa porque podem ser mortas. Ciúme não é paixão. É algo mais complexo. O homem acha que tem posse da mulher. E a sociedade machista é um problema porque acha que a mulher não tem direito à autoestima e nem pode falar, se manifestar", afirmou a socióloga Fátima Jordão, conselheira do Instituto Patrícia Galvão.
Homens batem "sem motivo"
Segundo Fátima Jordão, uma técnica sofisticada foi utilizada pela primeira vez na pesquisa com a finalidade de obter respostas mais fidedignas. "No capítulo relativo à violência vivenciada por homens e mulheres, os entrevistados preencheram o questionário em sigilo e colocaram em um envelope. Dessa forma, evitou-se que o entrevistado se sentisse inibido ou influenciado." 

Dos homens entrevistados, 15% admitiram já terem agredido  fisicamente as mulheres, sendo que 12% afirmaram ter batido nas companheiras "sem motivo" e 38% por ciúme. 

População não confia na proteção da polícia 

O estudo mostrou ainda que a sociedade não confia na proteção jurídica e policial nos casos de violência doméstica. Essa é a percepção de 59% das mulheres e de 48% dos homens.

"O número de denúncias feitas ainda é pequeno em relação à violência que existe. Isso acontece porque as políticas públicas, que incluem delegacias especializadas e centros de referência para que a mulher confie e vá denunciar, ainda estão aquém da necessidade", afirma Maria da Penha Fernandes, que teve a história de vida como inspiração na criação da Lei Maria da Penha, que completará cinco anos em vigor. Em 1983, Maria da Penha ficou paraplégica após levar um tiro do marido.

Em todo o país há somente 388 delegacias especializadas no atendimento à mulher, 70 juizados de violência doméstica, 193 centros de referência de atendimento à mulher e 71 casas para abrigo temporário.
Acesse a publicação em pdf: Pesquisa Instituto Avon/Ipsos Percepções sobre a Violência Doméstica Contra a Mulher no Brasil 2011

Veja essas matérias na íntegra:
Pesquisa revela que quase metade das mulheres já sofreram violência doméstica (O Globo - 29/06/2011)
 
Quase metade das mulheres já foi agredida pelo companheiro (Jornal da Bandeirantes - 29/06/2011)  
15% dos homens brasileiros admitem já ter agredido uma mulher (iG - 29/06/2011) 
6 em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher vítima de violência doméstica (Folha.com/Empreendedor Social - 29/06/2011)  
15% dos homens brasileiros admitem já ter agredido uma mulher (Mídia News - 29/06/2011)  
Mulheres agredidas em casa temem morte (Jornal do Commercio - 29/06/2011)  
Coisas conjugais, por Luiz Garcia (O Globo - 01/07/2011)  


Governo vai propor aposentadoria para donas de casa

(Folha de S.Paulo) Foi publicada nota antecipando que o governo irá apresentar proposta de aposentadoria para donas de casa de baixa renda mediante contribuição mensal de 5% do sálário mínino. Leia a seguir na íntegra:   

"Copa... Está quase pronta no governo a proposta para que donas de casa de baixa renda tenham direito à aposentadoria mediante contribuição mensal de 5% do mínimo -R$ 27,25. Hoje, o percentual varia de 11% a 20%.

...e cozinha A medida foi defendida no Senado por Gleisi Hoffmann (PT-PR), agora na Casa Civil, e José Pimentel (PT-CE), ex-titular da Previdência. "No mérito, todos concordam. A dúvida é fazer agora ou em outra MP", diz o deputado André Figueiredo (PDT-CE), relator da MP sobre o microempreendedor. Haverá reunião no Planalto na segunda para decidir."