segunda-feira, 23 de julho de 2012

Relatório diz que 1,2 milhão contraíram o vírus HIV em 2011 - o dobro de homens da mesma idade



O relatório da UNAIDS revela a população de mulheres jovens, com idade entre 15 e 24 anos, é a mais vulnerável ao vírus da Aids. A estimativa é que 1,2 milhão de mulheres e meninas tenham contraído HIV em 2011 - duas vezes mais que a população de homens da mesma idade.

Do total de portadores de HIV, mais da metade são mulheres — 16,7 milhões.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (18) por meio do relatório global “Juntos vamos eliminar a Aids” da UNAIDS (Programa das Nações Unidas para HIV/AIDS). De acordo com o documento, 34,2 milhões de pessoas no mundo vivem com o vírus HIV.

No ano passado, pelo menos 2,5 milhões de pessoas contraíram o vírus HIV e quase dois milhões morreram em decorrência das doenças relacionadas à Aids em todo mundo. Entre crianças, 330 mil foram infectadas.

Já no Brasil, a estimativa é que 350 mil estão infectadas — e outras 250 mil têm o vírus e não sabem.

Cerca de 30 mil pessoas são diagnosticadas como portadoras do HIV todos os anos no País.

Fonte : R7 Noticias

Reportagem apresenta ciúme em excesso como 'doença' que pode gerar violência

Ciúme, infelicidade e crime, por Luiza Nagib Eluf 

Uma história de amor iniciada há quatro anos que terminou em agressão e morte por ciúme excessivo. É assim que pode ser resumido o relacionamento do corretor de imóveis Bruno César Augusto Ribeiro, 30 anos, com sua mulher, a ex-modelo Babila Teixeira Marcos, 24. Após uma discussão regada a muita bebida alcoólica, Bruno matou Babila a facadas. Um dos golpes desferidos esfacelou a maçã direita do belo rosto da jovem, que jazia deitada na cama quando policiais entraram na casa do casal no bairro do Jabaquara, em São Paulo. No quarto ao lado, o filho de 2 anos dormia alheio à discussão dos pais. Bruno foi indiciado por homicídio qualificado e motivo torpe na semana passada. O derradeiro desentendimento do casal parecia apenas mais um entre tantos, geralmente motivados pelo ciúme exagerado dele. Logo no começo do namoro, Bruno proibiu Babila de seguir trabalhando como modelo. Não satisfeito, escolhia as roupas que a mulher poderia vestir e a afastou dos amigos de São Bernardo do Campo, município do ABC paulista onde ela nasceu e se criou. “Ele a exibia como se fosse troféu. Um objeto que ele poderia usufruir quando quisesse”, afirma o comerciante Alexandre Marcos, pai da ex-modelo, que tem uma distribuidora de água mineral onde a filha trabalhava.

Considerado por muitos o “tempero das relações”, o ciúme é um sentimento comum a quase todos os humanos e pode até mesmo ter desempenhado papel fundamental na evolução da espécie. Segundo teorias da psicologia evolucionista, é uma característica biológica que herdamos de nossos ancestrais, que usaram esse sentimento como um mecanismo de sobrevivência. “As mulheres das cavernas sentiam ciúme de seus machos para que eles não copulassem com outras fêmeas, o que colocaria em risco a sua própria prole. Já os homens usavam o ciúme como uma forma de garantir que a parceira não geraria filhos de outros machos”, diz o psicólogo Thiago de Almeida, especializado em relações difíceis e autor do livro “Ciúme e Suas Consequências para os Relacionamentos Amorosos” (Editora Certa). Dos primeiros enlaces românticos até hoje, o ciúme muitas vezes apareceu atrelado a conceitos positivos, como zelo e proteção. A máxima de que “quem ama cuida” é comumente citada pelos ciumentos para justificar seus atos. “Porém, quando esse sentimento passa a ser um sofrimento muito grande, a ponto de prejudicar a vida daquele que o sente, ou a de seu parceiro, pode se tratar de um quadro de ciúme patológico”, alerta Almeida.
"Ele a exibia como se fosse um troféu. Um objeto que ele poderia usufruir quando quisesse"
Alexandre Marcos, pai de Babila, referindo-se ao marido da filha, Bruno César
PASSADO - Babila e Bruno: a relação sempre foi conflituosa
O retrato mais emblemático de ciúme doentio provém da literatura. No clássico “Otelo – O Mouro de Veneza”, de William Shakespeare (1564-1616), o general protagonista da história acredita piamente estar sendo traído por sua esposa, Desdêmona. Cego pelo ciúme e pela raiva, ele asfixia a mulher. Depois, no entanto, ao descobrir que ela não era adúltera, tira a própria vida com um punhal e antes de morrer ainda beija o corpo inerte de Desdêmona. A tragédia shakespeariana acabou por batizar a condição chamada de ciúme patológico, também conhecida como “síndrome de Otelo”. “Diferentemente do ciúme normal, o doentio não precisa de uma motivação. Ele pode surgir sem que algo desencadeie uma suspeita”, explica a psicanalista Tatiana Ades, autora dos livros “Hades: Homens Que Amam Demais” e “Escravas de Eros” (Editora Isis). De acordo com especialistas, há dois tipos mais comuns de ciúme (veja o quadro abaixo). No ciúme normal, ou protecionista, o ciumento se sente ameaçado por alguma situação ou por um rival em potencial e quer proteger a relação ou a pessoa que ama. Já no doentio ou retaliador, o medo de perder o ser amado faz com que a pessoa aja de forma punitiva, sem considerar argumentos racionais. “O ciumento patológico acredita em seus próprios delírios e essa autoilusão, em casos extremos, pode levar a agressões ou até à morte”, diz Almeida.

A combinação de amor, ciúme e tragédia, que sempre pontuou as crônicas policiais, também está presente em outro caso recente que mobilizou o País. Em 16 de junho, a policial federal Angelina Filgueiras, 42 anos, irmã da modelo Ângela Bismarchi, morreu com um tiro no peito durante uma discussão entre ela, o namorado, Jolmar Wagner Alves Milato, 40, e o ex-marido, o capitão reformado da Marinha Márcio Luiz Dias Fonseca, 48, que também faleceu. Segundo o advogado de defesa de Milato, o ex-marido de Angelina não aceitava o fim do casamento e teria feito ameaças a ela e a seu cliente, antes de entrar armado na casa dela naquela noite. Desesperada pela briga entre os dois, Angelina atirou em si mesma, e Milato, agindo, conforme alega, em legítima defesa, disparou três vezes contra Fonseca. Parentes da vítima disseram que o sentimento que Fonseca nutria por Angelina era doentio. “Quem sofre de ciúme patológico acaba se tornando uma marionete dos próprios sentimentos, mas a violência é um processo cumulativo”, explica Almeida. “Quando o cônjuge aceita uma reação violenta ou uma agressão psicológica do ciumento, acaba reforçando esse comportamento.”

A escalada de agressões verbais, psicológicas e físicas é bem conhecida da enfermeira Bernadete Segatto, 50 anos. Na semana passada, ela chegou à Primeira Delegacia de Defesa da Mulher, em São Paulo, munida com quase uma dezena de Boletins de Ocorrência (BO) contra o ex-namorado, Robert de Lima Fonseca, 48 anos. Os documentos relatam parte da história do casal, que começou há quase três anos e teve várias idas e vindas até o fim definitivo, em novembro do ano passado. Bernadete conta que Fonseca a agride desde o início do relacionamento. “Sempre que acontecia, eu terminava o namoro, mas ele ia atrás de mim e me ameaçava. Eu não voltava por amor, voltava por medo”, diz. Conforme relato da enfermeira, Fonseca a agrediu fisicamente várias vezes, a jogou de um carro em movimento, a prendeu em cárcere privado, a estuprou quando ela tentou terminar a relação e ameaçou os filhos dela, que hoje vivem com o pai por determinação do Ministério Público. Tudo por ciúme. “Enquanto eu estava com ele, era proibida de trabalhar, de fazer esportes, de qualquer coisa. Ele sempre me acusava de estar tendo um caso com alguém, fosse o professor da academia ou o pastor da igreja. Uma vez ele cortou meu cabelo para tentar me deixar mais feia”, diz.
"Quando cheguei, mal abri a porta e ela veio com o ferro de passar quente na minha direção. Me defendi, mas ela continuou a agressão verbal e física"
F., 40 anos, que se divorciou depois de um ataque de ciúme da mulher
No caso da bela modelo morta em São Paulo, o histórico de violência de Bruno contra Babila era antigo. Há três anos, a jovem ligou certa noite para a mãe, Rosana Marcos, dizendo que estava trancada no banheiro, pois Bruno a ameaçava com um revólver 38 em punho. O caso acabou no 35º DP (Jabaquara), onde a mulher desistiu de prestar queixa. O casal reatou após poucos meses de separação. Uma semana antes de ser assassinada, Babila revelou a familiares o desejo de se separar por conta do ciúme excessivo do marido, que engendrava uma rotina de brigas. “Ela apenas estava esperando passar o batizado e o aniversário do filho para tomar a decisão”, revela a mãe. Dias antes da tragédia, Bruno chegou a ameaçá-la dizendo que a mataria junto com o filho se ela o abandonasse. Na noite do crime, os policiais encontraram o carro da vítima, um Astra Wagon, na garagem, com os vidros abertos e a chave na ignição. Uma mala estava repleta de roupas da criança e ainda continha todos os documentos de Babila, que recebeu várias facadas nas costas, segundo apurou ISTOÉ. “É um erro da vítima subestimar as intenções do agressor. Em casos de violência doméstica, é mais do que necessária a intervenção policial”, afirma a delegada Lisandrea Zonzine Salvariego Colabuono, responsável pelo inquérito policial do caso e titular da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher. Em metade dos casos de homicídio de mulheres havia denúncia de violência daquele agressor anteriormente, segundo o Mapa da Violência 2012.

Tanto homens quanto mulheres podem sofrer de ciúme patológico, porém são elas as vítimas mais frequentes de agressões de parceiros ciumentos. De acordo com a Pesquisa DataSenado 2011, em 27% dos casos de violência doméstica registrados no Brasil a agressão foi motivada pelo ciúme. No mesmo ano, em um levantamento do Instituto Avon, 48% das entrevistadas que declararam ter sido vítimas de violência grave disseram que esse sentimento de posse foi o fator responsável pela agressão. “Apesar de todos os avanços na questão dos direitos femininos, infelizmente vivemos em uma sociedade ainda muito machista, em que a mulher muitas vezes é vista como uma propriedade privada de seu namorado ou marido”, diz Tatiana Ades. “Por isso é mais difícil para os homens aceitar quando uma mulher quer terminar um relacionamento.” Isso não significa, contudo, que elas sejam menos ciumentas, e sim que o sentimento se manifesta de forma diferente. “Homens tendem a sentir mais ciúme sexual, enquanto as mulheres ficam mais enciumadas ao pensar que seus namorados ou maridos podem estar emocionalmente envolvidos com outra”, diz Almeida. “E as mulheres são mais sutis na hora de demonstrar ciúme”, diz Tatiana.

Hoje casada e mãe de uma filha de 4 anos, a relações-públicas M., que pediu para não ser identificada, chega a sorrir ao se lembrar do namorado por quem foi “loucamente apaixonada” aos 19 anos. Depois das brigas constantes, ela fazia plantão na portaria da casa do namorado e se jogava em frente ao carro dele para obrigá-lo a parar e conversar. Quando ele a deixava em casa depois de uma festa, imediatamente uma amiga era acionada para persegui-lo e, assim, descobrir se ele realmente foi para casa ou se iria se encontrar com “a outra”, a suposta amante que nunca foi flagrada. Essa relação complicada durou dois anos e terminou quando ela percebeu quanto ficava fora de si diante do namorado. “Foi um período conturbado, mas serviu de lição, aprendi o que não queria para a minha vida. A questão não é o tamanho do amor, mas sim a forma como o direcionamos”, avalia.
"Sempre que ele me agredia, eu terminava o namoro, mas ele vinha atrás de mim e me ameaçava. Eu não voltava por amor, voltava por medo"
Bernadete Segatto, 50 anos, que pede na Justiça medidas protetivas contra o ex-namorado Robert de Lima Fonseca
O fato de a maior parte dos crimes motivados por ciúme ser cometida por homens pode ser explicado pela alta impulsividade deles, na opinião do psiquiatra forense Miguel Chalub. “Homens são mais agressivos e mais inseguros de sua performance sexual, o que os torna mais propensos a sofrer com o ciúme doentio”, diz Chalub. “Por isso, quando uma mulher agride ou mata o cônjuge por ciúme, a sociedade fica escandalizada.” O administrador de empresas F., 40 anos, que pediu para não ser identificado, sofreu na pele com uma ciumenta patológica. O namoro e o casamento foram tranquilos até que ele, em um novo emprego, começou a trabalhar até tarde da noite. “Era um tormento, ela dizia que eu tinha um caso com alguma mulher do trabalho e, com o tempo, isso foi crescendo. Ela criava situações na cabeça dela e acreditava naquelas fantasias todas”, conta. Enciumada, ela ligava para o ramal dele várias vezes ao dia para conferir se o marido realmente estava trabalhando. Até o dia em que ele não atendeu – já estava a caminho de casa. “Quando cheguei, mal abri a porta e ela veio com o ferro de passar quente na minha direção. Me defendi, mas ela continuou a agressão verbal e física. Para não perder a cabeça, saí de casa naquela noite.” No dia seguinte, outra surpresa. Todas as roupas, CDs e livros de F. estavam rasgados e quebrados em uma pilha no meio da sala. “Foi o estopim para o divórcio”, diz.

Paradoxal como grande parte dos sentimentos humanos, o ciúme em demasia também pode significar desejos ocultos da própria pessoa. “Muitas vezes aquele que sente ciúme exacerbado está projetando no parceiro algo que ele mesmo faz ou gostaria de fazer”, afirma a psicanalista Tatiana. “Já vi vários casos de homens ciumentos que eram eles próprios os infiéis.” Foi o que aconteceu com a escritora catarinense Vanessa de Oliveira, 37 anos. Há dois anos ela conheceu por meio de uma amiga aquele que parecia ser o grande amor de sua vida. “Ele era calmo, educado, gentil. Um príncipe encantado”, conta Vanessa. Durante os primeiros seis meses em que viveram juntos, tudo correu bem. Até que ele começou a revelar seu lado ciumento. “Ele me ligava o dia inteiro para saber onde eu estava e passou a me tratar mal por ciúme dos outros funcionários do shopping onde tínhamos uma loja”, diz. Um dia, Vanessa descobriu que, apesar de ser extremamente ciumento, o marido mantinha relacionamentos paralelos com diversas mulheres e até era casado legalmente nos Estados Unidos com outra brasileira. “Quando o confrontei com a verdade, ele me agrediu, quebrou minhas coisas, me expulsou de casa e até me ameaçou de morte.” A história de decepção rendeu o livro “Psicopatas do Coração” (Editora Matrix), lançado no início do ano. “Hoje estou recuperada, mas ainda me assusto quando vejo fotos da época em que vivia com ele. Eu parecia outra pessoa, até tinha mudado meu jeito de vestir em função dele”, diz.

Mesmo que nem todos os ciumentos excessivos sejam infiéis ou desejem ser, algumas características se repetem nos perfis daqueles que padecem dessa condição. Em comum, homens e mulheres que sofrem de ciúme patológico apresentam sinais de alta ansiedade, pouca tolerância à frustração e baixa autoestima. “A maioria carrega uma sensação de rejeição que vem da infância”, explica Tatiana Ades. Opinião compartilhada por Chalub. “Esse sentimento está ligado a transtornos de personalidade, especialmente entre os homens. Quando um homem não recebe afeto suficiente da mãe quando pequeno, as chances de ele se tornar um ciumento em excesso são grandes.” Outros distúrbios psicológicos, como paranoia e transtorno obsessivo compulsivo, também são geralmente associados ao ciúme em demasia. “O problema do ciumento patológico é com ele próprio, e não com seu parceiro ou parceira”, diz Tatiana.
SUICÍDIO - A policial federal Angelina Filgueiras se matou diante de uma discussão entre o namorado, Jolmar Milato, e o ex-marido Márcio Luiz Fonseca, que não aceitava o fim do casamento
A boa notícia é que existem grupos que podem ajudar essas pessoas a controlar o sentimento. O Mada (Mulheres Que Amam Demais Anônimas), que existe há 18 anos no Brasil, acolhe mulheres que se encontram em relações destrutivas. “Ter ciúme é uma característica comum de todas nós, mas apenas algumas apresentam um quadro de ciúme patológico”, diz uma integrante do grupo. Seguindo uma versão adaptada dos 12 passos do grupo Alcoólicos Anônimos (AA), as mulheres do Mada, que possui mais de 30 pontos de encontro pelo País, procuram evitar os comportamentos destrutivos, um dia de cada vez. “Através do depoimento das outras mulheres, consigo aprender algo sobre mim mesma e manter sob controle meus sentimentos.” A mesma filosofia move o grupo de apoio aos ciumentos patológicos do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo. O serviço é gratuito e destinado a homens e mulheres. “O objetivo é melhorar a autoestima e ajudar a controlar o comportamento de ciúme daqueles que buscam ajuda”, explica Mônica Zilberman, coordenadora do projeto. “Não falamos em ‘cura’ até porque não se trata de uma doença em si, mas de um sintoma que pode estar exacerbado até em pessoas sem transtorno psiquiátrico.”

No caso de Babila, tal qual Otelo, Bruno buscou no suicídio a forma de lidar com sua culpa. Cortou os pulsos e o pescoço, mas não obteve sucesso porque o irmão adolescente, que morava com o casal, chegou minutos depois do assassinato da jovem. Até a sexta-feira 13, Bruno continuava internado em estado grave no Hospital Saboya, no Jabaquara, sob escolta policial. “O amor dos dois era doentio, obsessivo. Ambos eram muito ciumentos. Mas ninguém esperava que fosse acabar assim”, diz um amigo do casal. Como disse o poeta espanhol Lope de Vega (1562-1635), “não existe glória maior do que o amor, tampouco castigo maior do que o ciúme”.
PERIGO - O ciumento patológico acredita em seus delírios e isso pode levar a agressões ou até à morte, diz o psicólogo Thiago de Almeida

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Acesse em pdf: O lado trágico do ciúme (IstoÉ - 13/07/2012) ou no próprio site

Faltam estrutura e pessoal para atender mulheres agredidas na Bahia

(Jornal do Senado) Na capital, milhares de processos e de inquéritos estão parados. No interior, faltam unidades especializadas.No sistema prisional, detentas são desrespeitadas, sobretudo as grávidas
O déficit de funcionários e equipamentos compromete o atendimento de mulheres em situação de violência na Bahia, constatou, em diligências e audiência pública no estado, a comissão parlamentar mista de inquérito (CPI) que investiga violência contra mulheres.
— Não conheço uma única das 17 varas criminais de Salvador com mais de 2.500 processos, mas na Vara Especializada de Atendimento às Mulheres da cidade tramitam mais de 12 mil processos de vítimas de violência — afirmou a juíza auxiliar Eliene Simone Oliveira. Para ela, a pequena quantidade de pessoal é o principal obstáculo para a execução das medidas protetivas.
— São situações graves, que precisam ser resolvidas com urgência — disse Ana Rita (PT-ES), relatora da CPI.
Na Delegacia de Atendimento a Mulher (Deam) de Salvador, 8 mil ­inquéritos estão parados. A média diária de atendimento na unidade é de 30 mulheres. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, disse que o estado tem contratado mais policiais, mas não precisou quantos serão destinados às Deams.
No sul do estado, o Judiciário não mantém varas especializadas, apesar de Porto Seguro, na região, ser a terceira cidade do país em homicídios de mulheres.
A CPI recebeu denúncia de que apenas de 6% a 8% dos inquéritos abertos nas delegacias chegam ao Ministério Público. Também de que, no sistema prisional, detentas, em especial as grávidas, não teriam os direitos respeitados.
A CPI já passou por Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Alagoas, Espírito Santo, Paraná e São Paulo.
Acesse em pdf: Faltam estrutura e pessoal para atender mulheres agredidas na Bahia (Jornal do Senado - 13/07/2012)

CPI da violência contra a mulher realizou audiência pública em Salvador

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra a mulher realizou, nesta sexta-feira (13), audiência pública na Câmara Municipal de Salvador com o objetivo de discutir a situação no estado.
A Bahia é o nono estado brasileiro a receber a visita da Comissão, que já passou por Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Alagoas, Espírito Santo, Paraná e São Paulo.
A senadora Ana Rita (PT-ES), relatora da CPI, destacou que a falta de pessoal nas poucas unidades especializadas compromete o atendimento e coloca em risco a vida de inúmeras mulheres vítimas de violência no Estado da Bahia.
O secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, admitiu a carência de profissionais. Ele explicou que o Estado está contratando mais policiais e prometeu encaminhar dados que revelam quantos deles serão destinados às Delegacias Especializadas no Atendimento as Mulheres (Deams).
Além disso, ele afirmou que vai abrir um campo nos boletins de ocorrência para o registro de vítimas da violência doméstica e familiar, o que não ocorre hoje.
Jorge Santos Solla, secretário estadual de Saúde, disse que as mulheres baianas em situação de violência frequentam com assiduidade os serviços de saúde. Ele revelou que em 2011, quase 10 mil mulheres foram internadas nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que 18% delas sofreram tentativa de homicídio.
Participaram da reunião o secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, Maurício Teles Barbosa; o secretário de Saúde do Estado da Bahia, Jorge Santos Pereira Solla; a secretária de Políticas para as mulheres do estado da Bahia, Vera Lúcia Barbosa; o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Almiro Sena; a secretária Estadual de Desenvolvimento Social, Mara Moraes e a promotora Márcia Regina Ribeiro Teixeira.
De acordo com a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), a participação de representantes do governo é fundamental para auxiliar os trabalhos da Comissão.
- A participação dos secretários de governo na audiência pública é essencial para traçarmos um diagnóstico mais preciso dos gargalos existentes na rede de atendimento à mulher em situação de violência para a efetiva aplicação da Lei Maria da Penha – destacou.
Além da audiência pública, a programação da CPI na capital baiana contou com uma visita à Vara de Violência Contra a Mulher em Salvador e um encontro com representantes do movimento feminista, da Rede de Atenção às Mulheres em Situação de Violência, da Defensoria e do Ministério Público.

Fonte: Patricia Galvão

Autonomia econômica e valorização do trabalho das mulheres, por Eleonora Menicucci

(Correio Braziliense) Toda manhã, mais de 40 milhões de brasileiras finalizam os cuidados nas próprias casas para poder ir ao trabalho, ou para a busca do emprego. Quase 7 milhões delas irão a outras tantas casas, na condição de trabalhadoras domésticas. Nas últimas décadas, a presença das mulheres nas mais diversas áreas, faixas e profissões tem aumentado significativamente, mas ainda é proporcionalmente menor que a dos homens. Sete em cada 10 homens na população economicamente ativa trabalham ou procuram emprego, e menos de cinco em cada 10 mulheres estão na mesma situação. A diferença de rendimentos é marcante: as mulheres recebem 73,8% dos rendimentos dos homens. Ou bem menos quando se consideram as desigualdades raciais: a renda média das negras equivale a um terço da dos homens brancos.

É evidente que as mulheres vêm superando desvantagens históricas, como demonstra o aumento da escolaridade em relação à dos homens. Mas os obstáculos para conquistar condições mais igualitárias continuam muitos e fortes. Vão da menor valorização das tarefas e funções desempenhadas por elas, à noção ainda comum de que trabalho feminino é leve e complementar ao masculino, e às dificuldades plantadas no dia a dia, já que é "natural" atribuir prioritariamente a elas as pesadas responsabilidades familiares. É o cotidiano da casa, do mundo privado demarcando possibilidades e horizontes da vida. Para ficarmos num exemplo, em 2010 as mulheres informaram ao IBGE que gastam cerca de 24 horas semanais em atividades domésticas não remuneradas — o velho trabalho doméstico cotidiano, tão essencial quanto invisível.

Ao mesmo tempo, os homens declararam a dedicação de apenas 10 horas às tarefas domésticas e familiares, reforçando a divisão sexual do trabalho. O espelho da sociedade difunde assim um imaginário segundo o qual há trabalhos e carreiras "essencialmente" femininas. Não por acaso, ainda hoje, as jovens se orientam majoritariamente para cursos e profissões que refletem essas dinâmicas. Em 2010, nos cursos de educação, mulheres eram 67,4%, e homens, apenas 32,6%. Proporção que se repete nos estudos das áreas de saúde e bem-estar social, com 74,8% de mulheres e 25% de homens. Na outra ponta, numa inversão que fala por si, os homens são mais de 70% nas áreas de ciências, matemática, computação, engenharias, produção e consumo.

A situação das trabalhadoras domésticas é, talvez, a que melhor exemplifica a questão. Uma em cada seis brasileiras que trabalham fora é empregada doméstica. São quase 7 milhões, das quais 62% negras. A maioria sem a carteira de trabalho assinada, o que significa não ter acesso a direitos como férias remuneradas, auxílio-doença, 13º salário, descanso semanal e reconhecimento da profissão. Trata-se de um quadro de intensa desigualdade e ausência de direitos que a sociedade tem o desafio de enxergar e tratar. É nesse sentido que a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República pauta sua ação — na perspectiva das políticas públicas de transformar em interesse do país realidades que eram consideradas restritas ao mundo privado.

O objetivo da SPM de alcançar a autonomia econômica da mulher e sua inserção no mercado de trabalho compõe-se de necessidades várias, como reverter os baixos rendimentos, dar garantia efetiva dos direitos, inclusive com propostas legislativas, e de debater com a sociedade uma mudança da concepção de que o trabalho de casa é tarefa de mulher. Ainda que essa não seja a única condição, mulheres com independência econômica e financeira, com direitos e benefícios garantidos, podem investir em perspectivas profissionais e culturais, entre outras: têm melhores instrumentos para enfrentar a violência doméstica, já que poderão garantir o sustento de si e da família. Mas essas não são questões apenas do mundo urbano. Para as trabalhadoras do campo e da floresta, muitas vezes é mais difícil o acesso aos equipamentos sociais e às políticas públicas.

Se as prioridades da SPM, no conjunto do governo federal, são estimular e fortalecer ações capazes de incrementar a autonomia econômica das mulheres, o horizonte dessa questão vai muito além das ações de governo. Superar desigualdades presentes no cotidiano do mundo do trabalho, que ainda guarda relações e valores incompatíveis com as conquistas das mulheres, é necessidade de um país inteiro, ainda mais porque ele está à frente nas políticas de superação das desigualdades sociais.

Eleonora Menicucci é ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

Lançado concurso para criação de aplicativos para prevenção da violência doméstica

As ferramentas podem ser desenvolvidas para dispositivos móveis ou para a web, e a ideia é que a ferramenta contribua na prevenção desse tipo de crime

A Avon Foundation for Women e o Medicine Institute (EUA) abriram inscrições para o desafio global Ending Violence@Home App Challenge, que premiará os desenvolvedores dos quatro melhores aplicativos que contribuam para a prevenção e o combate à violência doméstica.  O objetivo é incentivar desenvolvedores a usarem seus conhecimentos na criação de aplicativos que possam contribuir com a causa.

Poderão participar equipes de 2 a 8 pessoas com idade mínima de 18 anos, e pelo menos um dos integrantes deve ter alguma relação com organizações ou ações que contribuam para o fim desse tipo de crime.  É permitido que pessoas de diferentes nacionalidades pertençam ao mesmo grupo.

Os apps podem ser desenvolvidos para dispositivos móveis ou para a web, e a ideia é que a ferramenta contribua na prevenção de agressões físicas, abuso verbal e outros atos de violência doméstica. Também serão válidas aplicações que ajudem pessoas que já estejam sofrendo este tipo de abuso, bem como aquelas que desejam prestar ajuda.

Os melhores aplicativos serão escolhidos com base nos seguintes critérios: capacidade de inovação, design, impacto potencial, incorporação de dados e pesquisas e facilidade de uso em países de baixa e média renda. Os autores do app vencedor receberão um prêmio no valor de 10 mil dólares. As segunda, terceira e quarta colocações receberão, respectivamente, US$ 7,5 mil, US$ 5 mil, e US$ 2,5 mil.

As inscrições irão até 31 de julho, e deverão ser feitas no portal do Medicine Institute, onde também é possível encontrar mais informações sobre o desafio.


Acesse em pdf: Desafio incentiva criação de apps que ajudem a combater violência doméstica (IDGNOW - 10/07/2012)


Saiba mais:Concurso visa a criação de aplicativos pela não violência doméstica (Instituto Avon)
A Avon Foundation for Women acredita que o enfrentamento da violência doméstica requer instrumentos eficazes e o uso de diferentes tipos de ferramentas. Por isso, criou o concurso Ending Violence@Home App Challenge para o desenvolvimento de aplicativos que ajudem no enfrentamento dessa questão e sejam de fácil utilização tanto na web quanto em aparelhos móveis. A iniciativa é uma parceria da Avon Foundation for Women com o Medicine Institute (EUA), organização independente e sem fins lucrativos que responde, de forma imparcial e com fundamento científico, a questões levantadas pela sociedade e pelo governo dos Estados Unidos.
Formatado como um desafio global, o concurso está aberto a interessados do mundo todo, organizados em equipes com pessoas que podem ser de diferentes países. Pelo menos um membro da equipe deve trabalhar no enfrentamento da violência doméstica – como estudante ou pesquisador, por exemplo – ou em organizações que atuem em favor dessa causa. O objetivo da Avon Foundation for Women é estimular redes locais, ONGs, acadêmicos e outras organizações da sociedade civil a participarem deste desafio.
O concurso incentiva as equipes a usarem seus conhecimentos e habilidades no desenvolvimento de aplicativos que possam ajudar a evitar agressões físicas, abuso verbal e outros atos de violência doméstica, ou que possam ser úteis às vítimas ou às pessoas que tentam ajudá-las. Os aplicativos podem incorporar tecnologia de informação e comunicação às intervenções de prevenção da violência já existentes ou sugerir novas abordagens e tecnologias.
Os projetos serão julgados por sua capacidade de inovação, além de design, impacto potencial, incorporação de dados e pesquisas e a sua facilidade de uso em países de baixa e média renda. O melhor aplicativo ganhará um prêmio de 10.000 dólares. As equipes classificadas em segundo, terceiro e quarto lugar receberão, respectivamente, 7.500, 5.000 e 2.500 dólares. As inscrições vão até 31 de julho, diretamente no portal do Medicine Institute.
Mais informações podem ser obtidas no portal do desafio global, onde você também poderá ouvir uma mensagem da atriz Reese Whiterspoon, a Embaixadora Global da Avon Foundation for Women. Acesse o portal do desafio global.

Fonte Patricia Galvão

Quem apanha na infância tende a resolver problemas com violência, aponta pesquisa

(Adital) Pesquisa realizada pela FAPESP em 11 capitais brasileiras revelou que mais de 70% dos 4.025 entrevistados apanharam quando crianças. Para 20% deles, a punição física ocorreu de forma frequente – uma vez por semana ou mais. A palmada, entretanto, não foi o castigo físico entre os que apanharam todos os dias. A agressão, segundo os relatos, variava entre castigos com vara, cinto, pedaço de pau e outros objetos capazes de provocar danos graves.

Segundo Nancy Cardia, vice-coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP), o objetivo da pesquisa foi examinar como a exposição à violência afeta as atitudes, normas e valores dos cidadãos. "A pergunta sobre a punição corporal na infância se mostrou absolutamente vital para a pesquisa. Ao cruzar esses resultados com diversas outras questões, podemos notar que as vítimas de violência grave na infância estão mais sujeitas a serem vítimas de violência ao longo de toda a vida”, disse Cardia.

Os entrevistados que relataram ter apanhado muito quando criança foram os que mais escolheram a opção "bater muito” em seus filhos caso esses apresentassem mau comportamento. Também foram os que mais esperariam que os filhos respondessem com violência caso fossem vítimas de agressão física na escola. Segundo os pesquisadores, os dados sugerem um ciclo perverso de uso de força física que precisa ser combatido.

A pesquisa mostrou também que a percepção da população sobre crescimento da violência diminuiu, passando de 93,4% em 1999 para 72,8% em 2010. No último levantamento, porém, foi maior a quantidade de entrevistados que disse ter presenciado em seus bairros uso de drogas, prisão, assalto e agressão.

O levantamento foi feito em 2010 e divulgado no mês de junho pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP. Os resultados foram comparados com dados semelhantes de 1999, também coletados pela instituição. Embora o percentual dos que afirmam ter sofrido punição física regular tenha diminuído na última década – passando de um em cada quatro entrevistados para um em cada cinco –, ainda é considerado alto.
 
Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
(11) 3838.4000

Instituto de Psicologia (IP)/Universidade de Brasília (UnB)
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Núcleo de Estudos da Violência (NEV)/Universidade de São Paulo (USP)
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O Pará é o estado da Região Norte com maior com taxa de homicídios femininos (6,0 entre cada 100 mil habitantes), o lançamento da Campanha será em 19 de novembro/2012.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) desenvolverão, em parceria com outros órgãos, uma campanha para divulgar os instrumentos jurídicos e as estruturas do poder público destinados a prevenir, remediar e punir a violência contra a mulher. A iniciativa, que tem por meta principal reduzir a incidência desse tipo de crime, deverá ser lançada em 7 de agosto, dia em que o Brasil comemorará seis anos da aprovação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340). A campanha será apresentada durante o Encontro Nacional de Delegacias de Atendimento às Mulheres, que será promovido pela SPM nos dias 7 e 8 de agosto, em Brasília.
A ideia de uma campanha conjunta foi acertada nesta terça-feira (10/7), em encontro sobre a Lei Maria da Penha, promovido pela Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania do CNJ e pela SPM, na sede do Conselho em Brasília. Participaram representantes do Ministério Público, Defensoria Pública e Coordenadorias Estaduais das Mulheres em Situação da Violência Doméstica e Familiar.

No encontro no CNJ, os representantes discutiram os resultados do Mapa da Violência – estudo realizado pelo Instituto Sangari, sob a coordenação da SPM. De acordo com a pesquisa, de 1980 a 2010 aproximadamente 91 mil mulheres foram assassinadas no Brasil, sendo 43,5 apenas na última década.

Maiores índices - A pesquisa também elencou as unidades da Federação com os maiores índices de violência contra a mulher. O Espírito Santo lidera o ranking nacional: com taxa de 9,4 homicídios para cada 100 mil habitantes. A juíza auxiliar da Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania Luciane Bortoleto explicou que o objetivo é realizar o lançamento da campanha nos Estados de cada região do País que registram o maior número de assassinatos de mulheres. Na Região Sudeste, o lançamento ocorrerá, portanto, no Espírito Santo. A data definida foi o próximo dia 24 de agosto.

No dia 28 de setembro, o lançamento está previsto para ocorrer em Alagoas – estado da Região Nordeste com o maior índice de homicídios femininos (taxa de 8,3 para cada 100 mil mulheres). No dia 14 de dezembro, deverá ser a vez de a campanha ser lançada no Paraná – unidade da federação da Região Sul com taxa de assassinato entre mulheres de 6,3.

O Pará, estado da Região Norte com maior com taxa de homicídios femininos (6,0 entre cada 100 mil habitantes), teve o lançamento da campanha agendado para 19 de novembro.  No Centro Oeste, o lançamento está previsto para o dia 7 de dezembro, no Mato Grosso do Sul – estado que registrou taxa de 6,0 de assassinatos entre mulheres.

Na reunião no CNJ, também foram definidos os representantes de cada Estado responsáveis por articular, junto ao Tribunal de Justiça, o Ministério Público, Defensoria Pública e demais órgãos de seus Estados, a realização do evento de lançamento.

“Nossa ideia é comprometer os tribunais a tratar a violência contra a mulher não apenas no âmbito da Lei Maria da Penha, mas como um todo. Queremos maior mobilização”, explicou Luciane Bortoleto. O encontro dos profissionais que atuam no combate à violência contra a mulher prossegue nesta quarta-feira (12/7), na sede do CNJ. Participará também a senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura esses casos.
Fonte : Agencia Patricia Galvão
Agencia CNJ